A pandemia da COVID-19 fez com que muitas empresas passassem a investir em vendas online ou delivery. Nestes casos, apesar do impacto, o core business permaneceu, de certa forma, intacto. As mudanças ocorreram principalmente nos canais de vendas ou na distribuição de produtos. Isso não significa, entretanto, que tenham sido mudanças pequenas ou simples.

Por outro lado, várias áreas precisaram se reinventar por completo e a educação foi uma delas. Professores e alunos passaram a adotar metodologias e ferramentas até então muito distantes da realidade da maioria. Em muitos casos, os professores se viram obrigados a virar atores, editores e produtores, sem qualquer tipo de suporte ou treinamento formal.

Apesar da rápida adaptação, o que mais se viu foram as dinâmicas do ensino presencial sendo aplicadas precariamente de forma online, em aulas que às vezes duravam quatro ou cinco horas. Em muitos casos. atividades em grupo, provas e outras dinâmicas simplesmente foram excluídas do cronograma, devido ao novo formato das aulas. Como era de se esperar, o aprendizado dos alunos ficou bastante prejudicado e muitos optaram por adiar a continuidade dos estudos.

Foi então que um novo termo surgiu na vida de todos: ensino híbrido. E aí começa outra confusão…

Diferentemente do que muitos pensam, o ensino híbrido não implica em dividir a turma entre alunos presenciais e remotos vendo o mesmo conteúdo de forma síncrona, em uma extensão geográfica da sala de aula. Na verdade, o ensino híbrido busca unir as melhores estratégias do chamado ensino offline com as melhores estratégias do ensino online. Mais do que isso, trata-se de um [não tão] novo paradigma que coloca o aluno como protagonista do seu processo de aprendizagem e o professor como um mediador de conteúdo. OK, mas como assim?

Bom… o primeiro ponto é perceber que isso implica em mudança de papéis e não estamos acostumados a isso. Em nossas salas de aula, nos últimos séculos, vimos os professores despejando conteúdos e os alunos tentando assimilar tudo aquilo, sem levar em consideração as potencialidades e particulares de cada um. Da mesma forma, sempre foi muito difícil para os professores identificar e trabalhar tais particularidades em salas de aula com trinta, quarenta ou até sessenta alunos. Aí entra uma peça fundamental no processo: a tecnologia!

Embora o professor gaste muito mais tempo para gravar uma aula online ou preparar um banco de questões, por exemplo, este material pode ser reaproveitado em outras oportunidades, deixando o professor livre para outras atividades futuras. Além disso, o aluno pode acompanhar o conteúdo a qualquer momento, fazendo as pausas que precisar e voltando quantas vezes quiser. Isso, por si só, já melhora a dinâmica da sala de aula, deixando maior tempo livre para atividades práticas ou sessões tira-dúvidas, por exemplo. Mas isso é só o começo…

Ao trabalhar conteúdos de forma assíncrona, introduzir conceitos de gamificação ou realidade virtual, intercalar atividades práticas e utilizar outras fontes de informação (YouTube, por exemplo), o professor torna as aulas mais atrativas e, com isso conquista maior atenção dos alunos. Da mesma forma, a incorporação de ferramentas digitais, a utilização de smartphones ou a criação de planos de aprendizagem personalizados são outras potencialidades do ensino híbrido. Aí… a imaginação do professor é o limite. Scratch, Miro ou Kahoot, por exemplo, são ferramentas bastante utilizadas para o ensino híbrido, mas há inúmeras outras disponíveis gratuitamente. E você, o que adotou em suas aulas?

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