A vida acadêmica

Ultimamente eu tenho me questionado bastante sobre o papel da Universidade, especialmente na formação de seus alunos. Naturalmente, isso nos remete à qualidade de professores e alunos, diretamente envolvidos no processo. Embora muitos digam que os alunos são a peça mais importante da universidade, acredito que não seja bem assim.

Alunos sem um direcionamento adequado se tornam profissionais medíocres ou, no mínimo, incompletos. É muito comum chegarem totalmente despreparados à universidade, com uma postura passiva, herdada do nosso sistema de ensino. Com isso, acabam tendo grande dificuldade de adaptação nos períodos iniciais de graduação, que são vitais para uma boa formação acadêmica. Sempre há excelentes exceções, mas a regra infelizmente tem sido essa.

Embora muitos critiquem a chamada Geração Y, acostumada com a facilidade de acesso à informação e cada vez menos empenhada em atividades complexas, é papel da universidade guiá-los, não somente como profissionais, mas como pessoas. Para isso, é necessário ter professores de qualidade e comprometidos com a formação dos alunos.

Confesso que estou longe de ser o professor que gostaria, mas busco, dentro das minhas limitações, contribuir de alguma forma. Esse sentimento tem crescido ultimamente, possivelmente motivado pelas grandes mudanças que tenho acompanhado na Unimontes ao longo dos últimos anos. Obviamente, essas mudanças são frutos do trabalho de muitos professores mas, sem dúvidas, um se destaca como o grande incentivador disso tudo: Marcos Flávio. Ele foi o principal responsável pela criação de novos cursos de graduação, especialização e mestrado, além de ser um pesquisador de mão cheia. Certamente há outros nomes na lista de agradecimentos mas, para não correr o risco de esquecer algum, prefiro não citar nomes aqui. A todos, o meu sincero agradecimento por tudo que tem feito pela Unimontes.

Hoje, me alegro ao ver projetos de pesquisa que dão resultados além de resumos no FEPEG ou em outros eventos regionais, por exemplo. Não que eu queira desmerecer tais eventos, pois os considero muito importantes, mas a pesquisa de uma UNIVERSIDADE precisa ir muito além disso. Estou na lista dos que pouco ou nada contribuem, mas procuro participar mais ativamente para mudar isso. Em 2015, por exemplo, tive o meu primeiro projeto de Iniciação Científica aprovado pela universidade. Espero que seja apenas o primeiro de muitos.

Sonho com o dia em que teremos a maioria dos professores do DCC com doutorado e, eventualmente, dedicação exclusiva. Nesse dia, estaremos um pouco mais próximos do que considero uma universidade de verdade. Não se constrói uma universidade com professores e alunos ausentes. Isso nos remete novamente à postura passiva do alunos, que não vivem a universidade em sua plenitude. De toda forma, prefiro falar mais sobre esse assunto em outra oportunidade. Por ora, acho que é suficiente.

Para finalizar, um apelo aos alunos: busquem participar mais da universidade… os principais beneficiados serão vocês mesmos.

2017-04-25T08:55:46+00:00